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terça-feira, 31 de maio de 2016

A Bacia do Rio Cuiabá é importante na formação do Pantanal Mato-grossense e para outras partes do Brasil e do mundo

A Bacia do Rio Cuiabá é importante na formação do Pantanal Mato-grossense e para outras partes do Brasil e do mundo





A Bacia do Cuiabá inclui o trecho de 100.000 km2, percorrendo 828 km até chegar ao Rio Paraguai.

Com vários tributários a montante de Porto Cercado,a bacia do Rio Cuiabá, inicia na região do município de Nobres, mais caudaloso pela afluência do rio Manso, passa a se chamar Rio Cuiabá, com largura média de 150 m, seus principais afluentes são o Ribeirão Pari e os Rios Manso, São Lourenço e Coxipó.

O Rio Coxipó, passa por todo o município de Cuiabá, com a sua cabeceira no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães encontra o Rio Cuiabá na comunidade de São Gonçalo Beira-Rio que segue seu destino a caminho do Rio Paraguai e Pantanal.

A bacia ainda tem várias zonas de proteção ambiental - o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, localizado perto da foz do Rio Cuiabá; o Parque Nacional Chapada dos Guimarães, localizado no trecho alto da bacia, e uma Área de Proteção Ambiental (APA).

O município de Cuiabá se destaca em recursos hídricos com seus diversos rios, ribeirões e córregos formadores da Bacia do Rio Cuiabá que circula toda capital, tem Rio Cuiabá como importante e principal afluente da bacia do Rio Paraguai, integrante da bacia Platina.

O Rio Cuiabá é o principal na formação da Bacia Hidrográfica subdivide-se em Alto, Médio e Baixo Cuiabá, suas nascentes estão nas encostas da Serra Azul, município de Rosário Oeste, na junção dos então denominados rios Cuiabá da Larga e Cuiabá Bonito.

Ambientalmente falando, a situação hídrica/ambiental da bacia do rio Cuiabá tem um complicador em funcão da ocupação humana e das características topográficas da região, a qualidade das águas no trecho superior da bacia é afetada pela sedimentação e alteração dos padrões de ocupação do solo.

Os solos arenosos e a topografia acidentada desta região produzem elevadas taxas de sedimentação, principalmente com o desmatamento indiscriminado das matas ciliares, que tem causado vários tipos de erosão: (laminar,em sulcos e voçorocas)

Ao longo dos seus 828 km de extensão, o Rio possui uma área 16.000 ha de Preservação Permanente (APP), da qual aproximadamente 2.000 ha encontram-se degradadas, pela intervenção humana processo que só poderá reversível por incrível que pareça, com a intervenção do próprio homem. 

A Bacia do Rio Cuiabá é importante na formação do Pantanal Mato-grossense e para outras partes do Brasil e do mundo, mas, sobre tudo em um contexto regional, é muito importante pela sobrevivência de cerca de 75% da população do estado de Mato Grosso


Elaboração: Geraldo Lúcio 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

CUIABA VIDA e MORTE DE UM RIO

CUIABA VIDA e MORTE DE UM RIO

 
Cuiabá, vida e morte de um rio
FONTE: http://diariodecuiaba.com.br/especial2.php?cod=4

É de água que um rio é feito. É de água que hoje enchem-se os olhos de moradores ribeirinhos do Cuiabá. Lágrimas que até o ano passado existiam, mas não eram tão expressivas. Desmatamento, esgoto e dragas são um problema antigo na Baixada Cuiabana, conforme demonstram estudos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mas agora o copo transbordou. A Usina de Manso chegou e os pescadores estão afogados em desilusão.

Talvez pela proximidade do rio, os ribeirinhos sejam os primeiros a sentir os reflexos de tanta agressão ambiental. Em pouco tempo comparar o até então caudaloso Cuiabá com o Tietê, de São Paulo, não será exagero. Assim como hoje consideramos privilegiados aqueles primeiros bandeirantes, que há três séculos conheceram águas transparentes e matas ciliares densas, seremos em breve privilegiados, também, por já termos visto pescadores com linha e anzol nas mãos.

O Diário de Cuiabá não poderia fechar os olhos para esta realidade. Por isso, nossos repórteres foram em busca de explicações. O que têm a dizer os ribeirinhos que não são ouvidos por autoridades de nenhum escalão? Do conhecimento natural ao científico, ouvimos especialistas. Na mesma escala, pesquisadores estão revoltados. E respostas dos que são oficialmente responsáveis também estão aqui. Cabe a você analisar.

Para a confecção deste suplemento foram ouvidas pelos repórteres Gibran Lachowisk, Joanice Pierini Loureiro e Rodrigo Vargas cerca de 30 pessoas. A partir de hoje todo este conteúdo estará no site www.diariodecuiaba.com.br para que internautas do mundo todo possam saber o que está acontecendo no centro da América do Sul. Na página da internet, um espaço para comentários aguarda a sua opinião.

Nossas lentes fotográficas também trabalharam na confecção deste suplemento. A foto escolhida para a capa do caderno, de um pescador com um curimbatá nas mãos, mostra um peixe de pequeno tamanho. Espécies como o pintado, pacu ou dourado são cada mais raras no rio Cuiabá.


CLIK  ABAIXO E VEJAM MUITO MAIS 


O eterno protagonista da História
Degradação do meio ambiente muda manifestações culturais
Navegação fez crescer o comércio no século 19
Dezenove afluentes já estão mortos
Metade da mata ciliar foi extinta
Pesquisa revela que pescadores são mal-tratados
Seminário debate propostas para políticas pesqueiras
Prática é passada de pais para filhos há mais de 30 anos
Comunidades traduzem hábitos tradicionais
Gera fomenta discussões ambientais e culturais
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Esgoto sem tratamento ainda é o maior desafio no Cuiabá
Peixes do Manso representavam 30% da ictiofauna do Pantanal
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Dragueiros também reclamam da Usina de Manso
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Depleção do nível começou ainda na década de setenta
Ambientalistas consideraram audiência pública uma farsa

A Cara de Cuiabá

A Cara de Cuiabá

No dia em que a capital do Estado comemora 281 anos, o Diário traz o resultado de uma pesquisa que procurou sintetizar em números – uma tarefa ingrata, diga-se – a imagem que a cidade faz de si própria. A missão de descobrir qual é a “Cara de Cuiabá” ficou por conta do instituto UP-Unidade de Pesquisa, que entre os dias 20 e 22 de março entrevistou 990 pessoas de todas as idades, classes e grau de instrução.

Os resultados, que o leitor poderá acompanhar nas próximas 11 páginas, confirmam as expectativas em alguns casos, causam surpresas em outros e alimentam a controvérsia em todos.

Qual o dom-bosquino que não se sentirá traído de morte ao descobrir que o time que melhor representa a cidade é o arqui-rival Mixto Esporte Clube? Pois saiba o leitor, alvi-celeste ou não, que a agremiação da Getúlio Vargas é para 46,4% da população a equipe que mais se “parece” com a capital.

Sobre a identificação do cuiabano com São Benedito, eleito o santo que é a “Cara de Cuiabá”, parece não pairar dúvidas. Só mesmo os 60,6% de preferência explicam a devoção e disposição dos fiéis, que madrugam todas as terças-feiras para assistir à missa na igreja que leva seu nome. Sua festa, que acontece anualmente entre junho e julho, também beira a unanimidade – 67,6%, o maior índice de toda a pesquisa.

Pode-se dizer que o Caderno Especial de Cidades nesse aniversário também faz uma viagem pelo passado de Cuiabá, percorrendo as ruas do Porto ou passeando pelo antigo Mercado do Peixe. Ambos colocados em primeiro lugar pelos entrevistados.

Se é sobre o passado que se fala, volte o leitor ao início da década de 80, mais precisamente às ruas de São Paulo. Ali é possível ver uma menina correndo descalça. Foi assim que Jorilda Sabino – na opinião de 36,4% da população, a esportista que tem a “Cara de Cuiabá” – avançou em direção ao carinho do público. Hoje com 30 anos, a “Cinderela Negra” se emociona com a lembrança, embora já nem more mais na cidade. “Sinto falta do carinho do povo cuiabano”, diz ela, que hoje vive com o marido e os filhos em Corumbá (MS). “Espero voltar um dia”. 



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COMIDA - A saborosa mistura de peixe e mandioca
BEBIDA - Dá energia, tira fome e prolonga vida
Lenda diz que planta nasceu após morte de Cereçaporanga
RUA - Marcos da história e do dia-a-dia
PERSONALIDADE - Do sacerdócio para o colunismo social
ESTILO DE MÚSICA - Rasqueado selou paz entre países
BAIRRO - Moradores do Porto cultivam nostalgia
Lei que criou bairro desobedeceu a tradição
FESTA - São Benedito é a festa preferida
Preparativos incluem eventos que resgatam atos tradicionais
SANTO DE DEVOÇÃO - São Benedito, o protetor da cidade
Devoção ao santo atravessa gerações inteiras
LUGAR - Mercado renasce como cartão postal
ESPORTISTA - Jorilda Sabino, a “Cinderela Negra”, sente saudades
TIME DE FUTEBOL - O Feminino extrapolou e virou Mixto
Filha do zelador do Dutrinha, Nhá Barbina tomou gosto pelo futebol
Time que esteve entre os melhores do Brasil hoje vive a decadência
ARTISTA - Nem morte faz Cuiabá esquecer Liu

FONTE - http://www.diariodecuiaba.com.br/especial2.php?cod=5